Sangue nas Normas
A história das normas de prevenção e combate a incêndio no Brasil é inseparável de suas tragédias. Cada grande regulamentação surgiu como resposta a um desastre que poderia ter sido evitado.
O incêndio do Edifício Joelma (1974), em São Paulo, matou 191 pessoas e expôs a total ausência de sistemas de compartimentação em arranha-céus brasileiros. O fogo se espalhou pelos andares sem qualquer barreira. A partir daí, São Paulo começou a estruturar o Corpo de Bombeiros como autoridade técnica.
O incêndio da Boate Kiss (2013), em Santa Maria-RS, com 242 mortes, forçou uma revisão em âmbito federal. A Lei Federal nº 13.425/2017 passou a exigir plano de prevenção e abandono de incêndio em todo o território nacional para estabelecimentos de reunião pública.
A Evolução das Normas ABNT
A ABNT NBR 11742, que define os requisitos de portas corta-fogo para saídas de emergência, foi publicada em 1992 e revisada em 2003 e 2017. Ela estabelece os ensaios de resistência ao fogo que cada modelo deve superar em laboratório acreditado antes de ser comercializado.
Hoje, toda porta corta-fogo vendida no Brasil deve ter laudo de um laboratório credenciado pelo INMETRO e pelo IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas). A NAF trabalha exclusivamente com fabricantes que possuem essa certificação, garantindo rastreabilidade completa do produto instalado.

